sábado, 26 de julho de 2008

Bom, depois de passarmos por um sufoco e ficar sem internet por mais de dois dias, a telefônica anunciou quais eram os problemas:

Placa de rede gerou pane da Telefônica

SÃO PAULO – Placa de rede, instalada dentro de um roteador, abriu seqüência de erros que derrubou Telefônica, diz CPqD.

Pesquisadores do CPqD, em Campinas, concluíram relatório sobre as causas que levaram a infra-estrutura de internet da Telefônica entrar em colapso por 36 horas entre os dias dois e três de julho.
Segundo relatório, tudo começou
em função de uma falha de hardware. Uma placa de rede (placa de interface óptica, nos termos do relatório) instalada dentro de um roteador localizado na cidade de Campinas apresentou um defeito de hardware.
Essa placa, em função de ser defeituosa, enviou informações erradas a outro roteador, este localizado na cidade de Sorocaba. Em circunstâncias normais, o roteador de Sorocaba ignoraria as informações equivocadas que recebesse de Campinas.
Porém, uma segunda falha, desta vez no software do roteador sorocabano, fez este equipamento repassar as informações incorretas para todos os roteadores da Telefônica no Estado.
A combinação de erros, definida pelo presidente da telecom, Antônio Carlos Valente, como “complexa e rara”, fez toda a infra-estrutura de web Telefônica entrar em pane.
A conjunção de erros, então, criou uma dificuldade extra para os engenheiros da Telefônica. Como todos os roteadores repassavam informações erradas, não era possível identificar facilmente de onde partia o erro.
Para encontrar a falha, os técnicos pre
cisaram isolar região por região do Estado, até identificar que a origem do problema estava em Sorocaba.
Ao isolar as regiões, a Telefônica acabou agravando temporariamente a crise.
Quando identificou o problema, os técnicos da empresa trocaram o roteador problemático, o que resolveu a crise. Toda esta operação, no entanto, levou 36 horas desde o início das falhas para ser completamente finalizada.
Em nota, a Telefônica diz que recebeu nesta sexta-feira (25) o relatório completo do CPqD. Uma cópia da análise dos engenheiros de CPqD foi enviada à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
A agência conduz uma investigação paralela e mais completa sobre a infra-estrutura da Telefônica. Além de entender como o problema ocorreu, a agência tenta descobrir se a telecom falhou ao não ter um plano B para
transmissão de dados e se os esforços da companhia para contornar o problema em meio a crise foram adequados.
Se entender que a telecom falhou, a Anatel poderá multar a companhia em até R$ 50 milhões.


(FONTE: Revista INFO)


GOOGLE EXPLICA PROBLEMA QUE GEROU ORKUT SAIR DO AR POR 8 HORAS

SÃO PAULO - O orkut está exibindo explicações nas páginas de todos os usuários que tiveram seus perfis trocados.

Na segunda-feira (21), muitos usuários foram direcionados para perfis de terceiros logo após fazer login. O problema levou o Google a tirar sua rede social do ar por oito horas ao longo da noite do dia 21 para 22. No período, o Google publicou mensagem dizendo que a rede estava sob “manutenção não periódica”.
Nesta sexta-feira (25), quem teve seu perfil trocado, recebeu explicações do Google. Um texto esclarecendo os motivos da falha é exibido logo na tela de entrada dos perfis. Só usuários vítimas da troca de perfil vêem a mensagem.
No blog do orkut, o Google esclarece que o problema teve início às 18h30min da segunda (21).
“Um bug foi descoberto pelo nosso time: um pequeno conjunto de usuários pode ter visto informações de seus perfis alterados por engano. Menos do que 0.1% dos usuários do orkut foram impactados. Quando o orkut voltou ao ar, todos os usuários puderam acessar normalmente o orkut, com exceção dos impactados cujos perfis mantivemos desligados até que estivessem completamente recuperados”, diz o Google.
“Em nenhum momento qualquer informação de login dos usuários (incluindo senha) esteve em risco. Todos os perfis impactados já foram restaurados automaticamente. Todos usuários podem usar normalmente o orkut”, comunicou a empresa.
Ao longo da sexta (25), usuários do orkut se queixaram de instabilidade para acessar a rede social, mas não notaram novos problemas de alteração de perfil.

(FONTE: Revista INFO)



quarta-feira, 18 de junho de 2008

O que é a Web 2.0

É um termo para designar uma segunda geração de comunidades e serviços baseados na plataforma web, como wikis, aplicações baseadas em folksonomia e redes sociais. Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para a Web, ele não se refere à atualização nas suas especificações técnicas, mas a uma mudança na forma como ela é encarada por usuários e desenvolvedores. A idéia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo. Alguns especialistas em tecnologia, como Tim Berners, o inventor da World Wide Web, alegam que o termo carece de sentido pois a Web 2.0 utiliza muitos componentes tecnológicos criados antes mesmo do surgimento da Web. Alguns críticos do termo afirmam também que este é apenas uma jogada de marketing Como o universo digital sempre apresentou interatividade, o reforço desta característica seria um movimento natural e, por isso, não daria à tendência o título de "a segunda geração". Polêmicas à parte, o número de sites e serviços que exploram esta tendência vem crescendo e ganhando cada vez mais adeptos.

Confira um glossário da Web 2.0 elaborado pela Folha de S.Paulo

AdSense: Um plano de publicidade do Google que ajuda criadores de sites, entre os quais blogs, a ganhar dinheiro com seu trabalho. Tornou-se a mais importante fonte de receita para as empresas Web 2.0. Ao lado dos resultados de busca, o Google oferece anúncios relevantes para o conteúdo de um site, gerando receita para o site a cada vez que o anúncio for clicado

Ajax: Um pacote amplo de tecnologias usado a fim de criar aplicativos interativos para a web. A Microsoft foi uma das primeiras empresas a explorar a tecnologia, mas a adoção da técnica pelo Google, para serviços como mapas on-line, mais recente e entusiástica, é que fez do Ajax (abreviação de "JavaScript e XML assíncrono") uma das ferramentas mais quentes entre os criadores de sites e serviços na web

Blogs: De baixo custo para publicação na web disponível para milhões de usuários, os blogs estão entre as primeiras ferramentas de Web 2.0 a serem usadas amplamente

Mash-ups: Serviços criados pela combinação de dois diferentes aplicativos para a internet. Por exemplo, misturar um site de mapas on-line com um serviço de anúncios de imóveis para apresentar um recurso unificado de localização de casas que estão à venda

RSS: Abreviação de "really simple syndication" [distribuição realmente simples], é uma maneira de distribuir informação por meio da internet que se tornou uma poderosa combinação de tecnologias "pull" --com as quais o usuário da web solicita as informações que deseja-- e tecnologias "push" --com as quais informações são enviadas a um usuário automaticamente. O visitante de um site que funcione com RSS pode solicitar que as atualizações lhe sejam enviadas (processo conhecido como "assinando um feed"). O presidente do conselho da Microsoft, Bill Gates, classificou o sistema RSS como uma tecnologia essencial 18 meses atrás, e determinou que fosse incluída no software produzido por seu grupo

Tagging [rotulação]: Uma versão Web 2.0 das listas de sites preferidos, oferecendo aos usuários uma maneira de vincular palavras-chaves a palavras ou imagens que consideram interessantes na internet, ajudando a categorizá-las e a facilitar sua obtenção por outros usuários. O efeito colaborativo de muitos milhares de usuários é um dos pontos centrais de sites como o del.icio.us e o flickr.com. O uso on-line de tagging é classificado também como "folksonomy", já que cria uma distribuição classificada, ou taxonomia, de conteúdo na web, reforçando sua utilidade

Wikis: Páginas comunitárias na internet que podem ser alteradas por todos os usuários que têm direitos de acesso. Usadas na internet pública, essas páginas comunitárias geraram fenômenos como a Wikipedia, que é uma enciclopédia on-line escrita por leitores. Usadas em empresas, as wikis estão se tornando uma maneira fácil de trocar idéias para um grupo de trabalhadores envolvido em um projeto.

terça-feira, 17 de junho de 2008

As Redes sociais atrapalham ou ajudam sua vida?

Para as pessoas que estão prestes a entrar no mercado de trabalho em TI (Tecnologia da informação), Programação, Redes, Hardware, enfim, qualquer área relacionada a computadores e informática, saiu uma matéria super interessante na revista INFO deste mês, inclusive matéria de capa.

A Matéria enfoca as redes sociais, mais conhecidas como ORKUT, FÓRUNS, FACEBOOK, FLICKR, MY SPACE, LINKEDIN, dentre outros. Mas em que sentido? Simples, hoje em dia, impossível alguem não ter pelo menos uma conta no orkut, claro, existem algumas pessoas que não criam contas para preservar a privacidade, m
as convenhamos, quem aqui já não teve um chefe que possuísse uma conta no orkut? Ai que mora o perigo meus amigos.

IMAGINEM A SEGUINTE CENA:
1º Passo: Você entrega seu currículo a uma determinada empresa, nele, contém ótimas informações a seu respeito, diversos cursos realizados, palestras assistidas e ministradas, idiomas, enfim, um currículo invejável.
2º Passo: A empresa seleciona seu currículo e lhe chama para uma entrevista.
3º Passo: Você vai bem arrumadinho, com roupa social, cabelo arrumado, etc.
4º Passo: Seu chefe fica impressionado, mas antes de lhe contratar, vasculha o orkut até encontrar o seu perfil.Curiosidade oras!
5º Passo: Seu orkut é uma ZONA. Você participa de comunidades como "Eu odeio linux", "Odeio acordar cedo", "Eu odeio matemática", "Eu jogo CS no trampo", "Fico no msn no trampo", "Finjo que trabalho" dentre outras. No seu álbum, só há fotos de você mais uma imensa galera bebendo, fumando, fotos "zuadas", de você pelado (rsrs), como se você fosse um adolescente de 17 anos irresponsável.
6º Passo: FUDEU!

Deu para
entender mais ou menos o resumo da matéria de 13 páginas da revista? Eu acho que não há nada de errado em fumar e beber sem exageros, e quanto as baladas com amigos, se divertir, nada de errado também, todos fazem isto. Mas para assumir um grande cargo de responsabilidade, você deve ter uma imagem de responsável. Com um perfil assim, se você fosse procurar um emprego na área de Assistente Administrativo, Assistente de comércio, vendedor, atendente, com certeza não teria um impacto tão grande, se você levasse seu currículo a uma multi nacional, IBM, HP, SANSUNG, MOTOROLA ou VIVO por exemplo. Claro, as comunidades como "Odeio meu trabalho", "Finjo que trabalho", com certeza se o seu futuro chefe bisbilhotar e você estiver concorrendo a uma vaga de faxineiro num hospital ou hotel, tu não vai conseguir mesmo. Mas enfim, a matéria enfatiza mesmo o profissional em Tecnologia e Info, com certeza é mais fácil seu chefe bisbilhotar seu perfil e ter interesse em fazer o mesmo do que em outra área.
ABAIXO ALGUMAS PARTES DA MATÉRIA:


Clique para ampliar


sexta-feira, 16 de maio de 2008


Networking pessoal - Uma rede a seu favor

O conceito de networking pessoal não tem nada de abusivo ou manipulador - e continua sendo muito útil. É apenas uma maneira estudada de impulsionar a carreira profissional.

No mundo dos negócios, networking é uma palavrinha estratégica que tem ganhado má fama nos últimos anos. Usada às vezes como técnica barata de autopromoção e manipulação de pessoas, acabou chamuscada. Mas o conceito de networking pessoal, de uma rede de relacionamentos cultivada para impulsionar a carreira profissional, continua tão útil hoje quanto dez anos atrás. Networking não tem intrinsecamente nada de abusivo ou manipulador – é uma maneira estudada de as pessoas se ajudarem profissionalmente, como se ajudam em tantas outras esferas da vida. Mais: é algo essencial hoje em dia para quem já avançou na hierarquia das empresas e quer se manter lá ou subir novos degraus.

Na área da tecnologia, muita gente não se preocupa em desenvolver sua rede pessoal. “Boa parte desses profissionais são muito lógicos, racionais e pragmáticos. Eles tendem a procurar pessoas quando precisam. E a lógica do networking é outra: é como você cultiva relações”, diz Vicky Bloch, presidente da DBM do Brasil e para América Latina. Ignorar os benefícios do networking custa caro: hoje em dia, nas empresas, em qualquer ramo de atividade, não basta, para um profissional, ser um craque na sua área – é preciso que o mundo saiba o quanto ele é bom.
E como se constrói um bom networking? Não é fácil, mas também não é tão complicado:

ALGUNS TRUQUES:

  • As melhores oportunidades de trabalho no mercado, são conquistadas por meio de relacionamentos (o famoso QI - Quem indica).
  • Cada pessoa, representa um potencial de informação
  • Seus contatos, são um componente estratégico de divulgação.
  • Pessoas são recursos inesgotáveis de informação, idéias, contatos, conselhos e sugestões.
  • Interessar-se verdadeiramente pelas pessoas, funciona com base na ação e reação.
DICAS POR Max Gehringer

1. Evitando o caminho mais difícil. É mais simples começar por pessoas conhecidas, como os colegas de escola. A maioria desconhece o paradeiro de 95% de seus ex-colegas. Alguns deles podem ter progredido na carreira.
2. Freqüentando ambientes públicos onde pessoas com bom trânsito nas empresas (isto é, as que já têm um bom networking) costumam dar as caras, como seminários, feiras e eventos. Nesses locais, o assunto principal é sempre menos importante que o coffee break. Sentar ao lado de um headhunter num simpósio qualquer já é um passo enorme.
3. Não cometendo o mais comum dos erros, o de pedir algo já no primeiro contato. Coisas do tipo: "Dona Olga, eu sou amigo do Freitas, que trabalhou com a senhora há 15 anos. Olha, estou precisando de um favorzinho seu..."
4. Tendo paciência. Estruturar um networking é como construir uma casa: primeiro, os alicerces. E o momento ideal para começar é quando não se está desabrigado.

***

4 PECADOS MORTAIS DO NETWORKING


1) PAPO DE VENDEDOR
Tratar uma conversa descompromissada de networking como se fosse uma operação de vendas, em que você empurra sua imagem como a de um sujeito vencedor na carreira, não funciona. O efeito é o oposto.

2) IGNORAR O CARTÃO DE VISITAS
Deixar o cartão de visitas na gaveta é desperdiçar boas chances de contatos. De que adianta impressionar alguém importante com uma conversa inteligente e divertida se seu interlocutor nunca mais será capaz de localizá-lo? Mesmo que você prefira bimar cartões pelo handheld, lembre-se que essa é uma via de duas mãos. No Brasil, bimar ainda não é um dos verbos mais conjugados, mesmo em TI.

3) USAR AS PESSOAS E ESQUECER DELAS
Redes de relacionamentos têm de ser duráveis, de longo prazo. Procurar alguém, pedir um favor e depois nunca mais atender seus telefonemas mata um contato para sempre. Favores devem ser seguidos de e-mails ou ligações de agradecimento, e uma atitude cordial nos contatos futuros.

4) COMEÇAR TARDE DEMAIS
Não espere uma demissão para deixar a ficha cair sobre a necessidade de networking. Comece já a cultivar a sua rede de relacionamentos.



domingo, 11 de maio de 2008

MARKETING E CLIENTES

Preparei duas montagens focalizando o tema MARKETING e CLIENTES. Peguei o material na net, um pouquinho ali, um pouquinho aqui... espero que possa ser útil e que o mesmo seja inserido na pesquisa relacionada ao comportamento no mercado de trabalho.

(Clique em cima das imagens para ampliar)
Dica para os cinéfilos músicos

Para esta quinzena, segue uma super dica, para você que é apaixonado por musica e um cinéfilo assumido.
Além de filmes como, drama, terror, suspense, comédia, etc, eu tenho percebido um grande numero de lançamentos e procura por filmes musicais, mas atenção, não quero dizer filmes musicais como “O fantasma da ópera” e “Moulin Rouge”, e sim filmes biográficos relacionados a alguma banda/artista, ou até mesmo fictícios.

Pois bem, achei um blog na qual disponibiliza os mesmos para downloads, na qual possui grande numero de títulos, alguns na qual nem mesmo sabia que existia.

Alguns dos filmes postados são:

* Yellow Submarine - The Beatles - 1968 * The Wall - Pink Floyd - 1982 * The Doors - Oliver Stone – 1991 * Kurt Cobain - Abou a Son - 2006 (na qual estou puxando no momento, rss) * Encruzilhada - Crossroads - 1986 * Woodstock - 3 Dias de Paz, Amor e Música - 1970Documentários Metal - A Headbanger's Journey - 2005 * , dentre muitos outros.

LINK: http://arapongasrockmotor.blogspot.com

terça-feira, 29 de abril de 2008


Saiu na ROLLING STONES deste mês (Fernanda Lima na capa), uma matéria super interessante sobre o auga da era MP3 e a qualidade do som que fica cada vez pior.

O Fim da Alta Fidelidade

Robert Levine

No auge da era do MP3, a qualidade do som fica cada vez pior

David Bendeth, produtor que trabalha com bandas como Hawthorne Heights e Paramore, sabe que os discos que faz acabam sendo ouvidos através de pequenas caixas de computador enquanto os fãs navegam na internet. Assim, ele não se surpreende quando as gravadoras pedem para que os engenheiros de masterização aumentem bastante o nível do som, de forma que até as partes mais suaves das músicas fiquem altas.

Na última década e meia, uma revolução na tecnologia de gravação mudou a forma como álbuns são produzidos, mixados e masterizados – quase sempre para pior. “Eles querem que os álbuns fiquem mais altos para conquistar a atenção [dos ouvintes]”, diz Bendeth. Os engenheiros fazem isso através da aplicação da compressão dinâmica, que reduz a diferença entre os sons mais altos e os mais suaves em uma música. Como muitos de seus colegas de profissão, Bendeth acredita que utilizar esse efeito pode obscurecer detalhes sonoros, roubar a força emocional da música e deixar os ouvintes com o que os engenheiros chamam de “fadiga auditiva”. “Acho que quase tudo hoje em dia é masterizado um pouco alto demais”, diz Bendeth. “A indústria decidiu que vivemos uma competição por volume.”

Produtores e engenheiros chamam isso de “a guerra do volume”, e ela tem mudado o som de quase todos os álbuns de rock e pop. Mas o volume não é a única questão. Programas de computador como o Pro Tools (que servem para que os engenheiros de som manipulem o som do mesmo jeito que um Word edita texto) fazem com que os músicos pareçam perfeitos, de uma forma não natural. E os ouvintes de hoje consomem uma quantidade cada vez maior de música em MP3, formato que elimina muitos dos dados existentes no arquivo original do CD e pode deixar o som metálico ou oco. “Com todas as inovações técnicas, a música ficou pior”, diz Donald Fagen, do Steely Dan, banda que produziu discos notórios pela alta qualidade sonora. “Deus está nos detalhes. Mas eles foram apagados.”

A idéia de que os engenheiros fazem álbuns com o volume mais alto parece estranha: o volume não é controlado por um botão em seu aparelho de som? Sim, mas cada movimento naquele botão comanda uma escala de volume, do vocal abafado à caixa da bateria – e arrastar o som para o alto da escala faz com que a música fique mais alta. É a mesma técnica usada para que os comerciais de TV fiquem mais alto do que os programas. E isso captura a atenção do ouvinte – mas tem um custo. No ano passado, Bob Dylan declarou à Rolling Stone que os álbuns atuais “estão cheios de sons. Não há definição de nada, nem de vocal, nada, parece tudo... estática”.

Em 2004, Mary Guibert, a mãe do músico norte-americano Jeff Buckley (falecido em 1997), escutou a fita original das gravações de Grace, o principal disco lançado por seu filho. “Estávamos ouvindo instrumentos que nunca dava para ouvir no disco lançado, como os pratos de mão ou o som das cordas da viola”, ela se lembra. “Fiquei espantada porque era exatamente aquilo o que ele tinha ouvido no estúdio.”

Para desapontamento de Guibert, a versão remasterizada de Grace, lançada em 2004, não conseguiu captar a maioria desses detalhes. Assim, no ano passado, quando organizou a coletânea So Real: Songs from Jeff Buckley, ela insistiu em ter um consultor independente para supervisionar o processo, além de um engenheiro de masterização, que iria reproduzir o som que Buckley fez no estúdio. “Agora, dá para ouvir os instrumentos distintos e o som da sala”, ela diz, sobre o novo lançamento. “A compressão borra tudo.”

(Clique na imagem para ver em tamanho real)


Você lê "O Fim da Alta Fidelidade" na íntegra na RS 19, nas bancas